Novos Contadores de Electricidade

6 12 2007


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A mudança dos actuais contadores eléctricos por novos equipamentos de telecontagem vai custar aos consumidores domésticos mais entre 0,48 cêntimos e 0,92 cêntimos na sua factura mensal de electricidade, equivalendo a um aumento tarifário entre 1,7 e 3,1 por cento, de acordo com os cálculos apresentados ontem pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) ao Governo.

Em resposta à tarefa para a qual foi incumbida pelo acordo governamental luso-espanhol de Março passado, de criação de um sistema de telecontagem harmonizado no âmbito do Mercado Ibérico de Electricidade (Mibel), a ERSE entregou ontem ao Governo o projecto para a substituição de 6,24 milhões de contadores eléctricos de baixa tensão no continente e nas regiões autónomas, entre 2010 e 2015, tendo em conta os resultados da consulta pública e do inquérito junto dos fabricantes destes equipamentos.

O documento não levanta sequer a questão de imputação de custos do processo, superiores a mil milhões de euros, dado a legislação actual impor a sua repercussão na tarifa.

Assim, entre os valores correspondentes aos dois cenários definidos pela ERSE (acréscimo mínimo de 0,48 cêntimos, no melhor, e máximo de 0,92 cêntimos, no pior, a sentir sobretudo entre o sexto e o décimo anos após o início da substituição), joga-se o destino deste projecto. O consumidor terá de pagar todos os custos directos e indirectos da mudança, estimados em 1014 milhões de euros, por um período de 20 anos - o que dá 169 euros por contador -, mas também pode determinar a dimensão do seu contributo, através dos seus hábitos de consumo.

in publico.pt


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