
Era um exercício militar da Força Aérea Portuguesa que teve início por volta das 19h30 e se prolongou por noite dentro.
O Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Castelo Branco informou a Força Aérea de que alguns populares de Penamacor se tinham queixado, cerca das 20h00, de ruído intenso que seria causado pela passagem de aviões a baixa altitude e a grande velocidade e de que teriam provocando estragos em habitações.
“Recebemos a informação do CDOS mas a única coisa que posso confirmar é a de que aviões da Força Aérea estiveram em exercícios naquela zona durante a tarde e noite”, disse o tenente-coronel António Seabra, porta-voz da Força-Aérea.
“Realizaram-se quarta-feira à tarde e à noite exercícios militares que envolveram 16 aeronaves portuguesas e dinamarquesas com vários perfis, ou seja, a baixa e alta altitude”, explicou o porta-voz da Força Aérea.
“São exercícios habituais cujo objectivo é preparar as tripulações para eventuais missões no âmbito da Aliança Atlântica e testar a inter-operacionalidade dos equipamentos”, disse.
A GNR de Penamacor contactou o CDOS de Castelo Branco a quem alertou do incidente e dos estragos provocados em algumas habitações bem como da morte de alguns coelhos devido ao impacto do ruído causado pela passagem dos aviões a alta velocidade e a baixa altitude.
“As pessoas ligaram por causa do ruído. Sentiram medo”, disse fonte da GNR de Penamacor citada pela agência Lusa.
A Câmara Municipal de Penamacor só esta manhã faz o balanço dos estragos para poder contabilizar os prejuízos.
O seu presidente, Domingos Torrão, já pediu, entretanto ao Governo que sempre que se realizem exercício militares do género avisem as populações em causa através dos seus órgãos autárquicos. Conseguir-se-ia assim evitar situações de pânico e de desconforto às populações.
A liderar desde a noite o grupo que, juntamente com os bombeiros locais e membros da GNR, procede ao levantamento dos estragos, o presidente socialista da CÂmara Municipal de Penamacor afirmava com alívio, ao final da manhã, que “os danos são muito inferiores ao esperado” inicialmente.
Vidros partidos e fendas numa parede de uma casa rural são os únicos danos contabilizados até ao momento, para além de alguns coelhos mortos.
Noticia RTP
Ver Video