A influência digital nos Media torna-os mais mórbidos


Os media actuais, estão cada vez mais dependentes da tecnologia, e esta progressão involuntária afecta os principais títulos de muitas destas agências noticiosas.
A relação entre as noticias do próprio dia, e as noticias do dia seguinte, é visível de tal modo que por vezes estas parecem repetitivas, e como se costuma dizer na gíria popular “sempre as mesmas”.
O mês de Outubro de 2011 ficou marcado pelo grande número de noticias relacionadas com óbitos, acidentes desportivos, de pessoas bastante reconhecidas no panorama internacional.

A notoriedade e reconhecimento internacional do ex-CEO da Apple, Steve Jobs (à direita), tornou a noticia do seu falecimento num dos assuntos mais falados a nível global.
Respondendo aos fãs da Apple, milhares de pessoas não deixam passar despercebida a noticia da morte de Dennis Macallister Richie (à esquerda). Criador da linguagem de programação C na qual se baseia toda a tecnologia actual, deram-lhe o título do homem que mais fez pela tecnologia actual.

Noticia puxa noticia e dias depois, surge outra no mesmo contexto. O piloto Inglês Dan Wheldon (33 anos) sofre um aparatoso acidente após diversos choques numa prova do Indy500 em Las Vegas. O acidente em cadeia retira a vida do campeão do Indy500. (youtube:RIP Dan Wheldon’s Crash@Las Vegas)

Também nos desportos motorizados, desta vez no MotoGP, mais uma noticia envolve o jovem italiano Simoncelli de 24 anos, campeão mundial de 250cc em 2008. No grande prémio da Malásia, o piloto não terá conseguido levantar a mota, cruzou-se na frente de Colin Edwards que não conseguiu evitar o choque. Valentino Rossi por pouco conseguiu evitar os dois pilotos, mas foi obrigado a sair da pista. O choque arrancou o capacete da cabeça do italiano, e deixou-o inanimado no meio da pista.  (youtube:RIP Simoncelli’s Crash@MalaysiaGP)

E a máquina continua… A execução de Kadafi pelos protestantes do regime do ditador, os terramotos que acontecem diariamente, mas só quando há grandes prejuízos é que voltam a chamar a atenção, como o caso do terramoto de escala 7.2 do dia de hoje na Turquia.

Todos os jornalistas têm prioridades, e nem todos os jornais (papel e televisão), organizam as noticias da mesma forma. Mas acho de extremo mau gosto que muitos tenham colocado um cadáver de um ditador na sua capa, ou falar disso no inicio de um telejornal. Já no caso do terramoto, devido à “tragédia” humana, é uma noticia de grande importância, e essa sim, merece os privilégios que lhe são dados.

O mundo do jornalismo não é fácil. O sensacionalismo constante ultrapassa os limites da razão por motivos monetários, ou em troca do respectivo reconhecimento. Existe sem dúvida uma dependência dos meios digitais, influenciadores de noticias, e demasiado dependentes dos motores de busca.
As palavras chave de cada noticia, levam-nos a outras noticias semelhantes, da mesma forma que um vídeo do Youtube, nos leva para outro relacionado de alguma forma com o primeiro.
Será o jornalismo actual verdadeiramente livre, ou já podemos dizer que as nossa noticias são escolhidas por uma “máquina”(de pesquisa)?

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