O fim da Lei de Moore


Em 1965, o actual presidente da Intel, Gordon Moore fez a sua profecia em relação aos chips e ao número de transistores presentes nestes. Segundo Moore, o número de transistores iria duplicar a cada 18 meses, mantendo o mesmo preço do chip. Dez anos depois, actualizou essa previsão para 24 meses, devido à desaceleração da indústria electrónica.

Os mais recentes processadores do mercado, chegam a ultrapassar as previsões de Moore. O processador Core i7 de 6 núcleos Sandy Bridge-E(2011) tem 2270 milhões de transistores, enquanto o Xeon Westmere-EX de 10 núcleos (2011), conta com 2600 milhões de transistores. Ambos com uma construção de 32 nm, estão bastante próximos do limite atómico.

Foi a este mesmo limite onde investigadores da Universidade de Nova Sul de Gales chegaram com a construção de um transistor com apenas um átomo de fósforo. Este foi colocado numa fina placa de silício e com dois fios bastante finos foi possível observar simultâneamente o estado do transistor, e o estado quântico do átomo.

Esta experiência marca um ponto final na diminuição do transistor, tal como o conhecemos, mas abre também o caminho para a computação quântica, onde vários centros de pesquisa investem para os sistemas electrónicos do futuro. Mais novidades nesta área não deverão tardar.

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