Estado vai confiscar terrenos abandonados



Um terreno por cultivar, é riqueza que se perde, porque a Agricultura não é um meio de empobrecer alegremente.
O fim dos subsídios (mal fiscalizados) vindos da Europa, terminou com a chegada da sobre-falada Crise, e de momento, apenas quem der provas de investimento e retorno, pode-se candidatar às bolsas europeias.
Entretanto, em Portugal, com o abandono do interior, multiplicam-se os terrenos agrícolas abandonados, deixados para trás por emigrantes, ou por famílias sem descendência.
Quando um agricultor de larga produção se depara com um terreno adjacente à sua propriedade, em estado de abandono, muitas vezes tenta contactar os herdeiros legais da propriedade, para comprar a propriedade, ou em alternativa tentar um aluguer pela sua utilização.
Outros proprietários mais aventureiros, quando encontram uma propriedade do género, as tal como no “Far West”, “conquistam-nas”, pois com a falta de fiscalização quem chega primeiro fica com as terras.

Os Bancos de Terras criados recentemente a partir de uma ideia original de jovens à frente do seu tempo, pretendem acabar com os baldios, e implementar uma lei no estilo de “Quem desperdiça, não tem direito à propriedade.” A intenção do Governo será identificar as propriedades agrícolas inactivas, e distribui-las por agricultores com capacidade para as utilizarem, tirando proveito delas.
Através das informações sobre impostos, subsídios agrícolas e registos públicos, o Governo pretende fiscalizar a utilização dos terrenos a cada 4 ou 5 anos.

Como defensor do “valor do interior”, acredito no sucesso maior destas medidas, no entanto, não vou ficar nada surpreendido quando vir noticias de casos onde estas propriedades confiscadas sejam absorvidas e vendidas posteriormente a preço de ouro para se transformarem em aldeamentos turísticos, mansões privadas, ou zonas de extracção de minerais, tal como outros casos vergonhosos conhecidos, em reservas naturais um pouco por todo o país. Viva Portugal! (Viva)

Mas no fundo, no fundo, (bem fundo), acredito que talvez nada disso aconteça, ou seja irrelevante em comparação com todo o processo de distribuição de terras, e que o valor produzido por esta medida, venha a melhorar um pouco mais o país onde vivemos.

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