É este o nosso Portugal


Em tempos económicos como os actuais, repete-se constantemente a famosa palavra começada por “C”, e ouvem-se figuras com ordenados milionários pedir esforços redobrados ao Zé Povinho. O povo perde a fé em quem os (des)governa nos patrões e até na vizinhança.
Nos meios urbanos chovem “salários” do Centro de (des)Emprego para quem sempre trabalhou, e da Segurança (anti)Social para quem nunca o fez. Nos meios rurais o Zé Povinho tem a sua quintinha, apenas com o suficiente para sobreviver, e quase todas as semanas vê alguém emigrar, uns para fora do país, outros tantos para dentro da Terra.

A Câmara Municipal do Zé está sobre-endividada. Os pobres administrativos precisavam de duplicar os orçamentos das obras dos amigos, para pagar as viagens dos filhos à volta do mundo, entretanto, para poupar, enchem as piscinas com as bocas de incêndio (em tempos de seca).
No interior as aldeias transformam-se em gigantes lares comunitários de idosos, enquanto do outro lado do país, as famílias dão o ordenado mínimo para manter os filhos num T2 com mais 20 crianças, e quantidade suficiente de calmantes para fornecer uma farmácia.

O pequeno comércio perde fornecedores com o aumento do preço dos combustíveis, e passa a fornecer-se nos supermercados mais próximos, que conseguem vender os produtos mais baratos, do que o Zé Povinho lhos vendeu, e no fornecimento seguinte cobram ao Zé a diferença.

Fábricas com dezenas de anos em actividade fecham, porque os grandes clientes estrangeiros só pagam 3 meses após receberem as mercadorias, mas matérias primas dos produtos criados foram pagas também ao estrangeiro com 90 dias de antecedência. Os funcionários não recebem o ordenado inteiro há vários meses, e os antigos patrões estão a gozar a reforma de fundos europeus enviados para acertar as contas da empresa.
O multi-milionário Al Vimdali DoDeserto adquiriu uma fábrica falida, e com o dinheiro da venda das máquinas desta aos Brasileiros constrói um hotel de 7 estrelas. Neste só entram clientes endinheirados, bem vestidos, com fatos glamourosos,  vendidos pela fábrica portuguesa falida a um italiano por 15 Euros, e comprados depois pelo antigo patrão da empresa, durante as suas férias em Roma por 3000€.

Imagem retirada da Revista Trimestral VIVER

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